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segunda-feira, 30 de março de 2009

Na televisão nada se cria...

Plágio não. Apenas questão de repertório!
Que dirá Hans Donner...

Caminho das Índias x Sahara One
http://www.youtube.com/watch?v=z8DZZBQkKpI


Negócio da China x Indiana Jones e o Templo da Perdição
http://www.youtube.com/watch?v=aYFw2-AC-7A


Sete Pecados x Dream Kitchens Ikea
http://www.youtube.com/watch?v=kwoI1C0lepI

sábado, 28 de março de 2009

Hum... ham... é...


Prefiro não comentar...
(ou melhor, acho que não preciso nem comentar).

quinta-feira, 12 de março de 2009

Original da China, ups, da Índia...


Segue, então, meus caros amigos, a trilha sonora mais original dos últimos tempos:

-- BEEDI - Sukhwinder Singh e Sunidhi Chauhan
-- PARA-RAIO - Skank
-- UMA PROVA DE AMOR - Zeca Pagodinho
-- VAMOS FUGIR – Gilberto Gil
-- ELA DISSE - Marcelo D2
-- MEMÓRIAS - Pitty
-- MARTELO BIGORNA - Lenine
-- O VENTO VAI RESPONDER - Zé Ramalho
-- DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ - Elis Regina
-- ATÉ QUEM SABE - Nara Leão -- SUFOCO DA VIDA - Harmonia Enlouquece
-- VOCÊ NÃO VALE NADA - Calcinha Preta
-- EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS - Nando Reis
UM ANJO CAIU DO CÉU
-- NADA POR MIM - Paula Toller
TI-TI-TI
-- ALMA - Zélia Duncan
O CLONE (pasmem!)
-- SOB MEDIDA - Isabella Taviani
MARISOL / PORTO DOS MILAGRES / OS GIGANTES
-- LEMBRA DE MIM - Emílio Santiago
HISTÓRIA DE AMOR (tema de abertura!)
-- AMOR, MEU GRANDE AMOR - Ângela Ro Ro
AMOR E INTRIGAS / ÁGUA VIVA
-- NÃO SE ESQUEÇA DE MIM - Nana Caymmi e Erasmo Carlos
PECADO CAPITAL
-- FELIZ - Gonzaguinha
PORTO DOS MILAGRES


O diretor musical tirou férias?

Valeu, Tânia, pela ajuda!

sábado, 7 de março de 2009

Paraíso em clima de purgatório


Coisas novas, coisas nem tão novas assim, e desse jeito chega a nova novela das 6, Paraíso, um remake de Benedito Ruy Barbosa.

Apenas num comentário geral, gostaria de destacar a frequente aposta em remakes. Hum... não se fazem mais novelas como antigamente? Não exatamente... o problema é que não se fazem mais novelas! Prova mais do que clara que o formato está se esgotando (se não, esgotado).

Mas ao que toca Paraíso, a grande boa novidade é Nathália Dill, que conquistou minha admiração desde os tempos de Malhação. Talento reconhecido, ganhou contrato e o status de protagonista na emissora carioca.

A grande péssima novidade é Daniel, que numa descarada jogada de marketing, veio usar da novela para alavancar a divulgação do seu filme. Ora, se ele não acredita no potencial do filme por si só, por que o realizou, então? O que me impressiona mesmo é a falta de profissionalismo de Daniel: o nome de seu personagem? José Camilo. Qualquer semelhança é mera coincidência? Faça-me o favor... coincidência prevista em contrato!

Sem maiores surpresas, Eriberto Leão e Vanessa Giácomo voltam aos seus eternos personagens bucólicos. Atores de um papel só? Não sei... não sei se é falta de talento ou falta de oportunidade. Arrisco no segundo palpite. Bom mesmo é saber que Carlos Vereza está de volta!

Paraíso vem com a ainda maior responsabilidade de estabilizar o turbulento horário das 6. Sua antecessora, ainda no ar, foi um verdadeiro Negócio da China. Projeto totalmente mal calculado e mal conduzido. Eu mesmo esperava mais de Miguel Falabella, que sempre escreveu trama divertidíssimas e envolventes, como A Lua me disse. Fim das contas: Negócio da China foi encurtada e Paraíso saiu do forno ainda pré-assada, as pressas. Elenco deslocado, equipe, idem. E nem preciso dizer que essa bola fora atrapalhou meus planos...

O que me resta é dizer: Boa sorte!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Hora de colocar a casa em ordem!

Quem é vivo sempre aparece! Eu como todo pobre mortal resolvi tirar minhas férias também. Voltando de cara nova, cá estou eu superatrasado! Muita, mas muita coisa mesmo aconteceu na telinha por esses meses. Claro que não vou poder falar de tudo, mas listo aqui alguns destaques:

"A Favorita" já foi tarde! A novela nunca me convenceu, e no fim das contas era muita propaganda pra pouco negócio.

"Caminho das Índias", como diz meu amigo Daniel, é mais um "O Clone" modificado geneticamente. Mas embora tendo cara de mesmice e os protagonistas mais insossos de toda a programação, arrisco dizer mais um grande sucesso (popular) de Glória Perez. Rodrigo Lombardi já roubou a cena. Minha aposta é Bruno Gagliasso, que está com a faca e o queijo na mão; basta saber aproveitar.

"Negócio da China" vai de mal a pior. E nessa quem saiu perdendo fui eu. O remake de "Paraíso" foi adiantado o que pegou toda produção de surpresa.

Alguém mais se irrita ao ver as séries mais manjadas passando na TV aberta séculos depois e de forma tão inapropriada? (vide Prison Break)

Com o fim de "Água na Boca", foi-se embora também o núcleo de dramaturgia da Band. Outro que já foi tarde. Afinal de contas estamos aqui pra fazer ou brincar de fazer novela?

Para a tristeza de todos e infelicidade geral da Nação, vem aí a terceira temporada (?) de Os Mutantes – Caminhos do Coração. Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece, neste caso literalmente!

Ainda tratando de Record, não podemos deixar passar despercebida "A lei e o crime". Eu que pensava estar livre de toda essa babozeira de Tropa de Elite, fui surpreendido com a série, que já tem programada sua segunda temporada. É sentar pra ver a imagem do país ser ainda mais poluída (como se precisasse) ao invés de fazer algo efetivo. Afinal, desgraça alheia sempre alavancou o Ibope.
'De que lado eu estou? '
Do seu é que não!

"Revelação" (preciso dizer do SBT?) só veio nos mostrar que não tem nada a revelar. Nunca vi trama mais ultrapassada como essa. Diálogos forçados, atuações idem. Lamento apenas que Sérgio Abreu tenha saído do horário nobre da Globo pra isso. Desperdício total.

"Maysa" marcou presença. Larissa Maciel esteve muito bem em sua estréia, ainda mais como protagonista; embora a direção de musicais tenha deixado a desejar, sobretudo na dublagem.

Glórias para "Capitu", que depois do fracasso de "A pedra do reino", veio com tudo para resgatar a confiança no gênero. Projeto audacioso e muito bem articulado. Marcado pelo 'estranhamento' e dinamismo do tempo e das ações. Metáforas, então, sensacionais. Foi o que salvou meu período ocioso.

Agradecendo, é claro, a mãozinha do Paulo e da Tânia na cara nova do Blog ;)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sua majestade, Antonio Calmon


E graças a Deus, parece que os bons ventos estão de volta. E eles sopram no melhor dos cenários: na praia! Três Irmãs, era a carta na manga pra tentar um novo up às 7.

A antecessora, Beleza Pura, não foi tão beleza pura assim... começou, terminou e ninguém viu... nem um bom texto pra finalizar essa novela me rendeu. Beleza Pura transcorreu na maior das previsibilidades. Nenhuma novidade, nem um giro se quer. A estreante Andréa Maltarolli não acertou na mão. Se a trama não se perdeu, também são se sustentou...

Mas o que me interessa aqui, mesmo, é falar sobre a nova das 7. E falar bem! Antonio Calmon é o mestre das comédias românticas - que me digam os bons tempos de "Um anjo caiu do céu". Três irmãs que mais parece apelar com três protagonistas de peso, na verdade vem com muito conteúdo e pronta pra arrasar! O trio feminino dispensa qualquer comentário; pena que seus parceiros não correspondem à altura.

Minha grande aposta é Cecilia Dassi, um doce! Ótima atriz e ótima pessoa. Vem ganhando cada vez mais destaque e está deixando de ser a menininha meiga pra ser tornar uma atriz de todos os papéis! Suas cenas no primeiro capítulo foram de arrasar!

A personagem Waldete é uma das melhores construções que vi nos últimos tempos. Uma pena estar nas mãos de Regina Duarte.

Vera Holtz de vilã, com aquele cabelo todo esbranquiçado é algo que me encanta! A atriz é uma de minhas favoritas, mesmo eu não tendo gostado de suas primeiras cenas ontem.

Nota 10 para a produção da cena do acidente, chuva e tudo o que temos direito! É a Globo mostrando por que É a Globo. Aliás, belíssimas festas! Festa em novela é o que tem de melhor!

É isso aí, mais uma vez a dupla Antonio Calmon e Denis Carvalho, aliada a Amora Mautner e José Luiz Villamarim, mostrando que Brasil ainda faz dramaturgia como ninguém!

P.S.: Eu continuo gostando das séries...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Não é a mamãe!


Vá lá que Lília Cabral deu um show à parte em sua cena de ontem, mas definitivamente já vi coisa melhor nesse horário. A Favorita, novela de João Emanuel Carneiro, mais parece político em época de campanha: promete um mundo, mas mostrar serviço que é bom... nada.

Tanto suspense foi feito em torno dessa que prometia ser uma das melhores novelas das 8, e super inovadora que eu ainda me encontro em dúvida: ou não tem nada do que me foi dito, ou eu realmente não estou entendendo essa novela.

Tudo é mais do que clichê. Se a falta de repertório e notória em qualquer novela, e os temas já estão esgotados – como se desculpa a maioria dos autores – Carneiro não se dá ao trabalho se quer de tentar reinventar a roda: as situações são as mais previsíveis: a pobre que quer virar rica; a filha rejeitada; o esotérico natureba; a mulher injustiçada; o político corrupto...

O que mais me chateia, é que previsíveis mesmo estão as atuações de todo o elenco. E não por falta de talento. Tenho pra mim que tudo isso é resultado do texto, que não possibilita margem à criação dos artistas. Apenas Cláudia Raia foge à regra, e vem esbanjando criatividade.

Só não posso deixar de elogiar a abertura, que realmente é muito boa. Mas como isso não é obra do autor...

Sei não viu... essa coisa de muita propaganda pra pouco produto não me engana mais. A única coisa de que eu tenho certeza é que essa não é a minha favorita.

terça-feira, 15 de julho de 2008

A hora e a vez de Gustavo Leão


As honras da vez são de Gustavo Leão. Volta e meia eu me perguntava o que esse menino tinha de tão "tão" para que a Globo investisse todas as fichas nele. Pois a resposta veio essa semana; e para eliminar todas as dúvidas: Gustavo teve grandes cenas em 'Beleza Pura', nas quais pode mostrar o seu potencial.

Talento eu sempre soube que ele tinha. Só não sabia que tinha de sobra. Mais do que protagonizar cenas hilariantes ao lado de Ísis Valverde (que também merece muitos aplausos e elogios), o jovem ator se revela um artista de primeira qualidade. E isso posso afirmar por diversos fatores:

Gustavo tem a voz certa pro momento certo. Além disso, suas expressões corporais e faciais transmitem exatamente o que lhe é proposto, sem exageros ou sem mesmo deixar a desejar. O que mais me chama atenção em Gustavo é o seu timing. As pausas dramáticas vêm na medida certa, e se adequam precisamente ao tipo de cena em que ele está. Ele não é daqueles artistsa de atuação do tipo medíocre, que têm a mesma construção de personagem em diferentes papéis, ou a mesma exteriorização para diferentes sentimentos. Comédias em tempos de comédia; seriedade em tempos de seriedade.

Todo ator depende de espaço para demonstrar seu trabalho. E Gustavo vem conquistando muito bem o seu, fazendo por merecer, e mostrando que não é apenas mais um galãzinho que se deu bem às custas de suas feições, mas que esbanja talento!

O que tenho a dizer é "Parabéns, Gustavo!" pelo belo trabalho que vem desempenhando, e parabéns à TV Globo, que soube reconhecer e dar espaço a um ator de tanto talento.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O México é logo ali!


A novela das oito já começou? Se já começou, por favor, alguém me avisa, porque eu ainda acho que tô vendo novela das sete no horário errado...

Mas, com essa novela mesmo que tá passando, eu descobri que o México é logo ali, no Projac mesmo! Legal isso. Se um dia eu pensei em fazer novela mexicana, não preciso mais ir pra muito longe, né.

Brincadeiras à parte, deixando de me fazer de desentendido, A Favorita está no mínimo muito estranha. Mas tem coisa que não dá pra passar né. A novela é brega ao extremo! Como alguém consegue estragar Cláudia Raia desse jeito, gente?

Giulia Gam recém-saída de Amélie Poulain; Naomi Campbell mudou seu nome pra Taís Araújo; a trilha sonora veio diretamente de O rei do gado, com direito a dupla sertaneja própria e tudo (Deus me livre...); José Mayer no melhor estilo Estrela-Guia; e a Sol, claro, que voltou dos Estados Unidos e veio direto de América pra cá. Resumindo, essa novela é um intertexto total! Tem tudo, menos cara de novela das oito. O clima mesmo, é típico de novela das sete.

Eu já tinha meu pé atrás, assumo. João Emanuel Carneiro até então só havia tomado frente de dois projetos: Da cor do pecado e Cobras & Lagartos, ambas exibidas às sete. Talvez isso tenha influenciado um pouco no modo do autor conduzir sua história. Mas até aí não é defeito da novela (até porque gostei muito das duas anteriores que ele escreveu); é uma questão de adequação.

Pra não dizer que não gostei de nada, o elenco é muito bom. Gostei de ver Carmo Dalla Vecchia num papel de destaque. Foi para entrar na história, a cena entre Carmo e Patrícia Pillar em frente ao Theatro Municipal (de São Paulo) debaixo de toda aquela chuva (foto). Linda! A cena de Cláudia e Carmo na redação após a festa também foi das melhores, muito bem humorada. E, claro, a presença de Ary Fontoura e do casal Glória e Tarcísio, que dispensam qualquer comentário!

Mas o pior de tudo ainda está por vir. Juliana Paes vai deixar a novela. É isso mesmo... numa jogada completamente anti-ética (a meu ver) Glória Perez solicitou a atriz para a TV Globo que parece ter liberado. Juliana será a protagonista de Caminhos da Índia, novela de Glória que tratará da imigração dos indianos ao Brasil. Não me recordo de nenhum caso desse tipo dentro de uma mesma emissora. Sabotagem entre colegas de trabalho. Eu que tomei partido de Glória na sua briga com Jaime Monjardim, na época de América, começo a repensar minha opinião.

Enfim, não achei lá essas coisas e ponto.

sábado, 31 de maio de 2008

Quantas caras você tem?

Fim de Duas Caras, e no fim das contas, nada de muito surpreendente, poucas coisas merecem comentários.

Pra começar, quero dizer que gostei (e muito) do destino de Sílvia. É meus amigos... Paris cura qualquer loucura! Só não gostei da "terrinha de índios cheia de mosquitos". Mas...

A cena da briga entre Célia Mara e Branca foi divertidíssima! Fundo musical perfeito contribuindo para a melhor mise-en-scène dos últimos tempos. Seqüência brilhante!

Destaque do casamento coletivo foi sem dúvidas Gislaine com seu discreto modelito. Melhor impossível! Garantiu boas risadas, com muito bom humor!

Mas como nem tudo ao flores, algumas coisas me intrigaram.

Globo, Globo... vai ver se eu tô na esquina... então quer dizer que gay casa mas não beija? Não entendo esses falsos pudores. Ferraço e Maria Paula transando às claras no hospital pode, mas beijo gay não pode? Pela milésima vez a seqüência foi escrita e ignorada pela cúpula da emissora.

Wolf Maya = Sufocador? Pura auto-promoção. Lamentável! Também não gostei do discurso de Evilásio na posse da Portelinha. Muito "meu mundinho é perfeito e eu amo meu povo"... e, principalmente, quando eu vi aquele novo cabelo da Branca, me perguntei seriamente: será Suzana Vieira, ou Xororó? Forçadíssimo (além de muita pretensão do autor) o fato de "A batalha da Portelinha" ganhar o primeiro Oscar para o Brasil. Seria definitivamente o caos do cinema nacional.

Feliz mesmo fiquei com a seqüência final: Maria Paula dando o troco em Ferraço na mesma moeda, coroando a essência da trama – "sou a mocinha, mas não sou idiota". E acho que esse foi o grande triunfo do autor. Ninguém é simplesmente bom ou mau. É mostrar que o ser humano se adapta ao que melhor lhe convém, sabe tirar proveito, explorar, e ao mesmo tempo ser solidário e amigo.

Bola dentro!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pra bom entendedor...


Serei breve, sem filosofias...

"ISSO É CENSURA! "

À altura!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ciranda na roda viva


Depois de muitas bolas fora, estreou hoje Ciranda de Pedra, uma novela que garante conquistar corações.

A primeira versão, também baseada na obra de Lygia Fagundes Telles, foi ao ar em 1981, pelas mãos de Teixeira Filho e Wolf Maya. O remake, escrito por Alcides Nogueira e dirigido por Denise Saraceni, vem impecável contando com uma produção de primeira e elenco digno de horário nobre.

Logo de cara vemos Ana Paula Arósio, que dispensa comentários. Fechando o triângulo principal temos ainda Daniel Dantas e Marcelo Antony. O núcleo jovem é encabeçado por Max Fercondini (excelente escolha da emissora, por sinal. Além de muito talento, esbanja simpatia) e Tammy di Calafiori, que apesar de já ter feito outros trabalhos, promete ser a revelação do ano – a nova aposta da TV Globo. Sem esquecer de Paola Oliveira, se firmando cada dia mais na carreira promissora.
Pra não dizer que nada saiu do esquadro, achei que Bruno Gagliasso ainda não tem o perfil do engenheiro da trama, por estar novo demais.

Destaco a abertura, que prima pela delicadeza – simples e que nos diz tudo.

Ciranda vem impecável e traz consigo a árdua tarefa de estabilizar a audiência no horário – como todos sabem, a emissora não vem colhendo bons frutos há temporadas nesse horário. A fórmula (que de secreta não tem nada) foi seguida a risca: trama de época, enredo água-com-açúcar, mocinho versus bandido, protagonista que sofre, sofre, até ser feliz lá pelos últimos capítulos... pode até ser enfadonho, mas paciência: é o que agrada.

Agora é esperar pra ver. Ciranda entrou na roda viva da audiência disposta a recuperar o tempo (e os pontos) perdido (s). Boa sorte!

sábado, 3 de maio de 2008

Desejo curto e Proibido

Estamos de volta! Na falta de uma boa motivação, passei um tempo sem escrever aqui. Mas acho que agora terei muito pano pra manga! Uma nova safra parece estar chegando, cheia de novidades.

E pra começar, nada como falar do final de mais uma novela. Dessa vez, Desejo proibido deixou as telinhas de uma maneira não muito feliz. A trama não emplacou e teve que sair do ar dois meses antes do previsto (e pelas vontades da cúpula global, teria saído há muito mais).

O caso é que a faixa das seis vem tendo dificuldades pra se estabilizar já a algum tempo. O horário é mais diversificado, e a concorrência tem percebido isso muito bem. O resultado é uma boa investida dos outros canais, a fim de roubar os pontinhos há muito estabilizados pela emissora carioca. E a estratégia continua dando certo, e Desejo Proibido teve um índice ainda mais baixo que Eterna Magia, novela que também foi encurtada pela já baixa audiência.

Entre trancos e barrancos, a história não foi só decepção, muito pelo contrário. Ter o privilégio de ver Eva Wilma e Lima Duarte todos os dias, e muitas vezes juntos não é pra qualquer um. A última cena merece destaque: impecável, conduzida brilhantemente pelos maiores veteranos da TV brasileira. Tanto que ao fim da gravação, os atores receberam aplausos mais que merecidos da técnica.

Grazi Massafera confirmou que tem talento! A nova atriz esteve muito bem em sua atuação desde o início da novela. Da serelepe moça do interior, louca para casar, à estrela de Hollywood (final surpreendente). A grande revelação foi, sem dúvidas, Aninha Lima. A esposa de Gabriel, o pensador, mostrou muita aptidão e tamanha sensibilidade, que me encantou como a doce Eulália, por coincidência, irmã de Florinda, personagem de Grazi Massafera.

Minha grande decepção foi o casal protagonista. Fernanda Vasconcellos deixou claro que tem um longo caminho a percorrer e muita coisa a aprender. Cedo de mais para encarar sua primeira protagonista. E vejo que isso é uma forte tendência da Globo: gosto muito de Marjorie Estiano mas também não acho que ela esteja no ponto de protagonizar uma novela, muito menos das oito; Gustavo Leão, atualmente como Felipe, de Beleza Pura, é a nova aposta da emissora dos Marinho. Eles não fazem questão nenhuma de esconder a preferência pelo jovem ator, grande aposta da nova geração. Mas, voltando a Desejo Proibido, Murilo Rosa também já esteve melhor em outros trabalhos (se bem que nunca consegui ver muita diferença entre eles).

Depois de tudo isso, fiquei satisfeito com Walter Negrão. A trama era muito boa, tinha tudo pra agradar. Prefiro continuar acreditando que a única e grande falha foi juntar efetivamente o casal protagonista antes de Miguel deixar de ser padre – fato relevante para maior parte da audiência, composta pela terceira idade.

Agora é esperar até segunda-feira para ver a estréia de Ciranda de Pedra. E essa sim, promete vir com tudo, absolutamente impecável!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A espera de um milagre



Milagre do Amor. Esse era o nome oficial da atual novela das seis, Desejo Proibido. Bem sugestivo, não é? Então por que a troca?

Nada escapa aos ouvidos da emissora carioca, e à sombra do primeiro boato de que "só um milagre salvaria o horário das seis", a emissora correu e trocou o nome da trama antes que o comentário se alastrasse imprensa a fora. Mas ainda é possível ver pelos sets as placas de construção com o antigo nome.

Acontece que nem os milagres e nem as tentações de algo proibido foram suficientes. O desejo tem deixado a desejar, e não alcança sequer os índices da antecessora Eterna Magia, que já era apontada como fracasso. O resultado disso é a recente notificação de encurtamento do projeto, literalmente correndo atrás do prejuízo.

Comentários maldosos correm dentro da própria emissora. De produção para produção, a antiga deixa recadinhos apimentados para a atual: "mesmo estando ruim, a gente estava melhor..."

O que nos resta é ter um pouco de paciência e aguardar a próxima cartada da CGP, na esperança de que um verdadeiro milagre realmente aconteça. Duas coisas são certas: Walcyr Carrasco é o dono da faixa das seis, e temas ousados não voltam tão cedo ao horário.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sem Pecados, agora é só Beleza!




Sete Pecados chegou ao fim essa semana. Pouco a pouco a trama conquistou o telespectador e vai deixar saudades. No fim das contas, o balanço é positivo.

A novela encerrou sua jornada com uma média de 35 pontos no Ibope. Média normal para o horário, que não tem um melhor desempenho desde os tempos de Um anjo caiu do céu (2001). Mas isso não foi uma desvantagem peculiar a Sete Pecados. A verdade é que o formato está se esgotando, e precisamos de uma criatividade além da média para reverter esse quadro. Nisso, ponto pra Record, que mesmo não estando totalmente preparada arriscou suas fichas em Caminhos do Coração, atual líder de audiência na emissora do Bispo, com 15 pontos de média.

Mas voltando a Sete Pecados, o grande destaque da história foi, sem dúvidas, Cláudia Jimenez na pela de sua impagável anja Custódia. Entre confusões, mania de tatuagem e bordões, a anja deu a laçada certeira e segurou a audiência.

Falando em bordões, eles não faltaram na trama. Praticamente todo personagem tinha o seu: "Eu sou chic de doer!", "Papagaio...", "Não sou X9", "Ah, tá, brigada!", "Lesma não!", "Carrapato", "Bigodão..." e muitos outros foram artifício certeiro pra cativar o público e virar mania nacional. Mais créditos pro autor!

Priscila Fantin esteve muito bem como Beatriz. Nem vilã e nem mocinha, a personagem até parecia ter saído de Duas Caras: impecável para não despertar nem ódio, nem compaixão. E Priscila soube dar conta do recado. Aproveito para frisar que Ágatha (Cláudia Raia) saiu da trama para que Beatriz pudesse ter seu ponto de virada, e não por desentendimentos internos como se especulou na época.

Mudanças ocorreram no desfecho. Com isso, nas últimas semanas, o foco recaiu sobre Pedro, personagem de Sidney Sampaio. O jovem ator tem se firmado cada vez mais na emissora carioca, e seu destaque veio por merecer. A atuação, pode ter parecido um pouco clichê, mas estava no ponto certo: sem exageros e sem deixar a desejar. Espero ver Sidney de volta na telinha em breve.

Principal ponto de tensão durante o período foi mesmo a estréia de Walcyr Carrasco na faixa das 7. Talento inquestionável, mas logo no início, os diálogos estavam fora do tom, um tanto quanto parecidos com suas tramas de época que figuram às 6 da tarde. Rapidamente consertados, a trama fluiu com facilidade, sem criar barrigas: resolvendo logo seus conflitos e partindo para mais um dos sete pecados. Mesmo assim, a cúpula da emissora parece não ter ficado muito satisfeita. Nem com Carrasco às 7, nem com Elizabeth Jhin às 6. Walcyr deve mesmo voltar para seu horário de origem, e sabe-se lá quais os planos da emissora para Elizabeth, que não teve bom desempenho em Eterna Magia.

Não posso deixar de lado os agradecimentos a toda equipe de produção, muito atenciosa, gentil, e unida num único objetivo: sucesso. Não no sucesso individual, mas no triunfo de uma ótima equipe. Um abraço especial a Marquinhos, pela valiosa oportunidade! Nos vemos em breve!

Agora é esperar pra ver o que será de Beleza Pura. Vou com calma e não faço aposta alguma. Confesso que venho com um pé atrás. Não só pela autora estreante Andréa Maltarolli; mas nem a trama e nem o elenco me convencem. Mas isso é assunto pra um futuro post.

sábado, 19 de janeiro de 2008

O início de uma nova era


Passar esses dias no maior complexo televisivo da América Latina é uma experiência incomparável, mas vou tentar traduzir em algumas palavras.

Como se não bastasse todo o encanto que há por trás disso, ver a engrenagem funcionando de perto dá um novo gás na vida de qualquer um que sonha estar lá. Participar disso por alguns momentos, ver acontecendo na sua frente, a correria, os erros e os acertos, faz todos os problemas desaparecerem e nos levam pra outro mundo, com toda essa energia que emana por todas as partes.

Labirintos de roupas, de móveis, de tapadeiras, corredores que se emaranham e fazem você se perder em instantes. E a cada desencontro, um novo encontro – um sorriso que nunca sai do rosto, bons dias, caronas, lanches em meio a toda pressa.

Fábrica de sonhos. Sonhos de mentira que se tornam realidade em um piscar de olhos. Minicidades espalhadas por todos os cantos, ilusões que nos fazem sentir em casa. Da Fábrica de Cenários, passando pelo Eixo 300 e indo aos estúdios, o corre-corre mostra que não se pode perder tempo. No Mergulhão todo mundo se encontra, cada um atrás de um objetivo, unidos em um bem comum: levar tudo isso Brasil a fora e fazer mais pessoas sorrirem!

E foi em Sete Pecados que eu sosseguei... hehe... a técnica é atenciosa e receptiva, o elenco muito carinhoso! Jorge Fernando dirigindo é maravilhoso. Por onde passa, não há uma cara que fique amarrada, impossível não dar boas gargalhadas! A produção te recebe de braços abertos (não posso passar batido pela simpatia de Vanessa Anesi. Que prazer!).

Uma pena que já passou... depois disso tudo, só tenho que agradecer a meu grande amigo Marquinhos pela generosidade. Mais do que isso, pela amizade, que já se estende por bons 8 anos, e que tem muito mais pela frente! Te adoro, meu amigo! A Anderson por todos os passeios por aquele mundo, pela recepção, e pela nova amizade! Andréa, Rodrigo e Hugo também vão deixar saudades! Obrigado por tudo moçada! São dias que jamais sairão da minha memória, e marcam minha caminhada.

Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou! Bora pra frente!

sábado, 24 de novembro de 2007

Novo 'casal' Malhação



Surpresa é pouco para descrever a final de Casal Malhação, do Caldeirão do Hulk. Para o espanto de todos, o casal não é um casal. Não vou me ater a todo histórico do concurso, até porque não pude acompanhar todas as etapas. Meu interesse é, essencialmente, a final.

Concursos como esses são corriqueiros na TV, e já nos revelaram ótimos artistas, a se ver por Flávia Alessandra, por exemplo. E são a prova concreta de que tem muita gente boa perdida por aí. Tamanha foi minha admiração, e creio que do país inteiro, quando o diretor de núcleo Ricardo Waddington anunciou os vencedores: Caio Castro e Rafael Barja.

Posso dizer que Daniela Carvalho e Renata Vareschi também tiraram a sorte grande. Me corrijam se eu estiver errado, mas presumo que as duas atrizes não possuem DRT. E para entrar para a Oficina de Atores da TV Globo é requisito indispensável. Graças a Hulk e seu bom senso de justiça, lá estão as meninas. Se fosse comigo, já estava mais que satisfeito! Rafael Barja, um dos vencedores, me pareceu um tanto quanto teatral. E concordo com o diretor: ele quebrou todo o ritmo da cena na final. Mas quem sou eu para discordar de Ricardo Waddington.

Mas o que me interessa aqui é mostrar minha satisfação em relação a Caio Castro (na foto, à direita). Há muito tempo não vejo um ator jovem tão bom quanto esse garoto. E quando eu digo tão bom, quero dizer MUITO BOM MESMO, merecendo até essas maiúsculas aqui. Prova viva de que talento não se fabrica, e que atores instintivos também sabem o que fazem (pasmem ele mesmo disse que não fez nenhum curso de interpretação). Tempo-ritmo, expressões, comunhão, tudo se encaixa perfeitamente. É daquele tipo de artista que eu farei questão de ter em meu cast fixo um dia!

Parabéns aos quatro, sem dúvidas, vencedores em iguais proporções. Boa sorte em Malhação 2008!

sábado, 17 de novembro de 2007

Assistematicamente, O Sistema


Acho que nunca fiquei tão em cima do muro quanto hoje na hora de escrever esse post. Há três semanas que venho adiando escrever sobre O Sistema, e confesso não estar totalmente seguro ainda.

O humorístico é bom, tem sacadas fenomenais, bem diferente do que temos visto ultimamente. Mas afinal das contas, o projeto é de Alexandre Machado e Fernanda Young, que sabem muito bem o que fazem, e sempre vêm com algo inovador. Até que enfim alguém ainda pensa nesse mundo! E tendo Selton Melo à frente do elenco, dispenso meus próprios comentários. Ney Latorraca e Zezé Polessa estão impecáveis. São daqueles veteranos que realmente têm talento, e não apenas cresceram na profissão numa época onde poucos haviam. Minha grande satisfação, na verdade, é Graziela Moretto, com sua impagável operadora de telemarketing. A atriz é ótima, não sei porque não conseguiu se firmar na emissora até hoje.

Duas coisas, entretanto, me desagradam. A primeira delas é Maria Alice Vergueiro, numa simples repetição de Tapa na pantera. Fiquei decepcionado ao ver a, até então, fabulosa atriz do sucesso da internet se auto-plagiando nas noites de sexta. Não sei se a intenção é essa, e se for, também não é das melhores. A segunda é a atmosfera retro, ao meu ver, outro auto-plágio de Os Aspones, lembram? Também do casal Machado e Young, também com Selton Melo encabeçando o elenco, também com um ar retrô. Em O Sistema tudo é arquetípico demais: cenários, figurino e maquiagem. Mas enfim... não tem tu, vai tu mesmo.

Mas a idéia é legal – apesar de a maior parte do público não ter sido tão receptiva – e não dá pra negar que é uma proposta nova, ousada, diferente de todas as "formulinhas infalíveis" que tentam nos iludir até hoje. Vou continuar assistindo até me sentir confortável pra dizer algo mais palpável.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pecar é bom...


Antes de tudo, desculpem a ausência da última semana. Faculdade em fim de semestre aperta!

Agora é a vez de Sete Pecados.

Walcyr Carrasco mostra que mais uma vez sabe o que faz. O autor que, indiscutivelmente, reina na faixa das 6, agora é a grande promessa das 7 horas. Sua estréia no horário coube a 'Sete Pecados', uma comédia romântica de fórmula certeira. Um bom elenco, misturado a uma boa produção, com uma excelente direção e autoria acertada, não tinha como dar errado. Comédias românticas são a chave do horário, que por muitas vezes já foi preenchido pelo célebre Antônio Calmon e também por Carlos Lombardi, autores das memoráveis 'Um anjo caiu do céu' e 'Uga-Uga', respectivamente.

Cláudia Jimenez está impagável na pele de Custódia, toda atrapalhada e com bordões pra lá de cativantes. Falando em bordões, eles invadiram a tela e caíram nas graças do povo. É só ouvir Elvira pra sir repetindo "Eu sou chic de doer!". Ver Ary Fontoura ao lado de Nicete Bruno todos os dias também não é pra qualquer um. Eu que já vi Nicete no teatro, sou cada vez mais fã. Priscila Fantin está se firmando na carreira, marcando espaço e fazendo a diferença! Giovanna Antonelli está impecável, merecia um post exclusivo. É maravilhoso vê-la no ar em dois papéis totalmente opostos: de um lado a doce Clarice e de outro a maquiavélica Bárbara de 'Da cor do pecado' (de João Emanuel Carneiro). Reynaldo Gianecchini é minha grande decepção, mais uma vez. Acredito eu, que essa é sua personagem mais consistente até hoje, e deixa muito a desejar. Seu ponto de tensão fica patente: nas cenas de maior exaltação o ator imposta a voz no céu da boca (fica fanho mesmo). A grande surpresa dos últimos dias é Marcelo Médice, que está perfeito em sua dupla personagem. Ao lado do mordomo Antero, a prima Zizi, do interior, arranca risos até dizer chega. O ator se mostra brilhante!

Sempre gostei da trama. Abertura, de Hans Donner, é muitíssimo bem feita. Os quadros congelados e a câmera circundando o cenário trazem uma inovação mais que original. A produção é das melhores (não é à toa que Marquinhos está lá, hehehe). Jorge Fernando, no núcleo, se firma cada dia mais nas comédias, fazendo o que sabe de melhor. Perto da reta final, a novela começa a tomar rumo, desfazer as tramas. Dante já está ciente de seus sete pecados. Agora é esperar pra ver. Essa novela vai deixar saudades, e sua sucessora vai ter uma árdua tarefa pela frente: segurar a audiência, cada dia mais arisca.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Balança, mas não cai


Vocês bem viram que eu estava todo animado com a nova fase de Malhação. Pois bem, foi só começar a desenvolver a trama que todo o esforço quase foi por água a baixo. Estava todo animado com a "saída" do Múltipla Escolha, a chegada de novos ambientes, personagens... mas meu sonho não se concretizou. Os novos espaços saíram logo na primeira semana e o Múltipla Escolha estava de volta. E o pior, com mais um colégio pelo meio. Bom, já que é pra gastar dinheiro com o cenário do colégio, vamos fazer tudo por lá mesmo. É refeitório, alojamento, casa de funcionário... espera aí, eu disse alojamento??? Alguém aqui se lembra de Rebelde? Qualquer semelhança não é mera coincidência. Tim tim por tim tim! Afinal, na televisão nada se cria, tudo se copia, não é Velho Guerreiro? Sério mesmo, gente. O Múltipla Escolha agora é um semi-internato. Brincadeiras à parte, tá difícil engolir esse RBD mais rebelde que o original.

Semelhanças à parte, revoltas à parte, ainda estou muito satisfeito com o elenco. Muito satisfeito mesmo! Como eu disse logo na estréia, dessa vez a produção resolveu respeitar a faixa etária dos atores, e só aí já eliminou 50% do problema. Os outros 50% ficam por conta da afinação do cast. Digamos que desses últimos 50%, 45% já estão resolvidos (e olha que isso corresponde a 90% do elenco – em termos de Malhação, está ótimo). Minha maior decepção foi Cleiton Morais, o Andréas. Tem uma interpretação muito forçada, mas vou dar um voto de confiança ao rapaz. Licurgo Espínola está de volta, vivendo Félix, dono do colégio que se fundiu ao nosso velho conhecido. Ele era um dos professores na primeira temporada do Múltipla em 1999. Apesar de achar Rafael Almeida um tanto quanto insosso, vou deixar de lado, até porque seus dois personagens até hoje também são bem sem graças. Me simpatizei à primeira vista com Nathalia Dill, a malvadinha da vez. Nem de mais, nem de menos. A garota tá no ponto, sem exageros. Sophie Charlotte também me agrada. Que mal lhe pergunte, essa menina é francesa? Se não, podia ter arranjado um nome mais facilzinho, né!

Estou triste com a história, feliz com o elenco. Insatisfações à parte, prefiro Malhação 2008 aos penosos últimos anos de repetição. Já que nenhuma mudança mais significativa surge (e não sei o porquê), vou me contentando com o que vejo e esperando por mais. E, se continuarmos nesse ritmo, acredito que o programa só tem a crescer. Aí sim, vai ser cada vez mais difícil tirar Malhação do ar.