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sábado, 3 de maio de 2008

Desejo curto e Proibido

Estamos de volta! Na falta de uma boa motivação, passei um tempo sem escrever aqui. Mas acho que agora terei muito pano pra manga! Uma nova safra parece estar chegando, cheia de novidades.

E pra começar, nada como falar do final de mais uma novela. Dessa vez, Desejo proibido deixou as telinhas de uma maneira não muito feliz. A trama não emplacou e teve que sair do ar dois meses antes do previsto (e pelas vontades da cúpula global, teria saído há muito mais).

O caso é que a faixa das seis vem tendo dificuldades pra se estabilizar já a algum tempo. O horário é mais diversificado, e a concorrência tem percebido isso muito bem. O resultado é uma boa investida dos outros canais, a fim de roubar os pontinhos há muito estabilizados pela emissora carioca. E a estratégia continua dando certo, e Desejo Proibido teve um índice ainda mais baixo que Eterna Magia, novela que também foi encurtada pela já baixa audiência.

Entre trancos e barrancos, a história não foi só decepção, muito pelo contrário. Ter o privilégio de ver Eva Wilma e Lima Duarte todos os dias, e muitas vezes juntos não é pra qualquer um. A última cena merece destaque: impecável, conduzida brilhantemente pelos maiores veteranos da TV brasileira. Tanto que ao fim da gravação, os atores receberam aplausos mais que merecidos da técnica.

Grazi Massafera confirmou que tem talento! A nova atriz esteve muito bem em sua atuação desde o início da novela. Da serelepe moça do interior, louca para casar, à estrela de Hollywood (final surpreendente). A grande revelação foi, sem dúvidas, Aninha Lima. A esposa de Gabriel, o pensador, mostrou muita aptidão e tamanha sensibilidade, que me encantou como a doce Eulália, por coincidência, irmã de Florinda, personagem de Grazi Massafera.

Minha grande decepção foi o casal protagonista. Fernanda Vasconcellos deixou claro que tem um longo caminho a percorrer e muita coisa a aprender. Cedo de mais para encarar sua primeira protagonista. E vejo que isso é uma forte tendência da Globo: gosto muito de Marjorie Estiano mas também não acho que ela esteja no ponto de protagonizar uma novela, muito menos das oito; Gustavo Leão, atualmente como Felipe, de Beleza Pura, é a nova aposta da emissora dos Marinho. Eles não fazem questão nenhuma de esconder a preferência pelo jovem ator, grande aposta da nova geração. Mas, voltando a Desejo Proibido, Murilo Rosa também já esteve melhor em outros trabalhos (se bem que nunca consegui ver muita diferença entre eles).

Depois de tudo isso, fiquei satisfeito com Walter Negrão. A trama era muito boa, tinha tudo pra agradar. Prefiro continuar acreditando que a única e grande falha foi juntar efetivamente o casal protagonista antes de Miguel deixar de ser padre – fato relevante para maior parte da audiência, composta pela terceira idade.

Agora é esperar até segunda-feira para ver a estréia de Ciranda de Pedra. E essa sim, promete vir com tudo, absolutamente impecável!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A espera de um milagre



Milagre do Amor. Esse era o nome oficial da atual novela das seis, Desejo Proibido. Bem sugestivo, não é? Então por que a troca?

Nada escapa aos ouvidos da emissora carioca, e à sombra do primeiro boato de que "só um milagre salvaria o horário das seis", a emissora correu e trocou o nome da trama antes que o comentário se alastrasse imprensa a fora. Mas ainda é possível ver pelos sets as placas de construção com o antigo nome.

Acontece que nem os milagres e nem as tentações de algo proibido foram suficientes. O desejo tem deixado a desejar, e não alcança sequer os índices da antecessora Eterna Magia, que já era apontada como fracasso. O resultado disso é a recente notificação de encurtamento do projeto, literalmente correndo atrás do prejuízo.

Comentários maldosos correm dentro da própria emissora. De produção para produção, a antiga deixa recadinhos apimentados para a atual: "mesmo estando ruim, a gente estava melhor..."

O que nos resta é ter um pouco de paciência e aguardar a próxima cartada da CGP, na esperança de que um verdadeiro milagre realmente aconteça. Duas coisas são certas: Walcyr Carrasco é o dono da faixa das seis, e temas ousados não voltam tão cedo ao horário.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Correndo atrás do prejuízo

Ontem foi a estréia da nova novela das 6, Desejo Proibido. E tem pela frente uma árdua tarefa: recuperar os pontos perdidos pela sua antecessora Eterna Magia. De cara, fiquei frustrado com a abertura. Efeito mais que básico de qualquer programa amador de edição. Nem parece coisa de Hans Donner. E a música!? Timbre desagradável de Tânia Mara (ainda acho que ela tá engasgada com alguma coisa, coitada) cantando o tema brasileiro de A Usurpadora, pasmem! Meu Deus, eu achava que o Brasil tinha um repertório musical maior, que não precisasse repetir tema de abertura de novela.

Já o elenco é afinadíssimo. Digno de trama das 8. Letícia Sabatella dá um show à parte, impecável. Sem falar no prazer de assistir Lima Duarte, Eva Wilma, Othon Bastos, Nívea Maria... enfim, poderia ficar semanas aqui discorrendo sobre esse cast! Também estou muito feliz com a volta de Daniel de Oliveira, em grande estilo. Surpreso fiquei ao ver Aninha Lima, que faz a irmã mais velha de Grazi Massafera. Não me lembro de ter visto a atriz em outros trabalhos, mas está perfeita!

Marcos Caruso me deixa um tanto confuso. O ator sem dúvida é da melhor linhagem. Mas a impostação que está dando à sua voz é um tanto teatral, pra não dizer incômoda. Ótimo recurso para os palcos, dessa vez soa estranho pela familiaridade que temos com o ator e a proximidade que a câmera nos dá da cena. Fernanda Vasconcellos é a grande decepção do elenco. A atriz, que nunca foi lá essas coisas, está mostrando que não teve uma boa preparação. Sua técnica vocal é lastimável: silabicamente marcada em alguns momentos e toda embolada em outros; não há meio termo. Isso sem contar que vou ter o desprazer de ver Leticia Birkheuer e Bruna Marquezine. Mas como nenhum elenco é perfeito...

Concebida por Walter Negrão e conduzida por Marcos Paulo, a história tem tudo pra dar certo. A temática agrada, isso é fato, e a dupla já mostrou que funciona bem. HDTV, iluminação de alto padrão, detalhes milimetricamente pensados e que fazem a diferença. Mas atentem para um risco: o padre vai se apaixonar. Lembram daquela velha história da terceira idade? Pois é, tomara que isso não soe mal as ouvidos alheios. Que venha com tudo!

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