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sábado, 31 de maio de 2008

Quantas caras você tem?

Fim de Duas Caras, e no fim das contas, nada de muito surpreendente, poucas coisas merecem comentários.

Pra começar, quero dizer que gostei (e muito) do destino de Sílvia. É meus amigos... Paris cura qualquer loucura! Só não gostei da "terrinha de índios cheia de mosquitos". Mas...

A cena da briga entre Célia Mara e Branca foi divertidíssima! Fundo musical perfeito contribuindo para a melhor mise-en-scène dos últimos tempos. Seqüência brilhante!

Destaque do casamento coletivo foi sem dúvidas Gislaine com seu discreto modelito. Melhor impossível! Garantiu boas risadas, com muito bom humor!

Mas como nem tudo ao flores, algumas coisas me intrigaram.

Globo, Globo... vai ver se eu tô na esquina... então quer dizer que gay casa mas não beija? Não entendo esses falsos pudores. Ferraço e Maria Paula transando às claras no hospital pode, mas beijo gay não pode? Pela milésima vez a seqüência foi escrita e ignorada pela cúpula da emissora.

Wolf Maya = Sufocador? Pura auto-promoção. Lamentável! Também não gostei do discurso de Evilásio na posse da Portelinha. Muito "meu mundinho é perfeito e eu amo meu povo"... e, principalmente, quando eu vi aquele novo cabelo da Branca, me perguntei seriamente: será Suzana Vieira, ou Xororó? Forçadíssimo (além de muita pretensão do autor) o fato de "A batalha da Portelinha" ganhar o primeiro Oscar para o Brasil. Seria definitivamente o caos do cinema nacional.

Feliz mesmo fiquei com a seqüência final: Maria Paula dando o troco em Ferraço na mesma moeda, coroando a essência da trama – "sou a mocinha, mas não sou idiota". E acho que esse foi o grande triunfo do autor. Ninguém é simplesmente bom ou mau. É mostrar que o ser humano se adapta ao que melhor lhe convém, sabe tirar proveito, explorar, e ao mesmo tempo ser solidário e amigo.

Bola dentro!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pra bom entendedor...


Serei breve, sem filosofias...

"ISSO É CENSURA! "

À altura!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Duas caras, dois pontos


Depois do triunfante, embora previsível, fim de Paraíso Tropical, Duas Caras veio prometendo. Mas como nem sempre prometer é cumprir, parece que a novela não tem agradado muito não. Acho cedo de mais para dar uma opinião concreta, mas é indiscutível que estamos numa fase perigosa: novela na segunda semana se não engatar, desanda de vez.

Dalton Vigh, como sempre, mostra pra que veio ao mundo. O ator ganhou destaque vivendo Sahid em O Clone, de Glória Perez, e depois disso é sucesso atrás de sucesso. É a mais pura prova de que rostinhos bonitos também podem ser talentosos. Já Marjorie Estiano anda deixando a desejar. A atriz fez bons trabalhos em Malhação e Páginas da Vida, mas daí a encarar uma protagonista de horário nobre é arriscado demais. Talvez daqui a alguns trabalhos ela esteja no ponto. Nada como a experiência para polir o talento de um ator (e digo isso por experiência própria).

Decepcionado fiquei com Suzana Vieira. Não por ela, excelente atriz de talento inquestionável, mas pela caracterização da sua personagem... suas longas madeixas loiras remetem muito a Donatella Versace, a irmã brega do famoso estilista italiano. Donatella foi, inúmeras vezes, eleita uma das dez mulheres mais mal vestidas da Europa: estava mais do que provado que a escolha da caracterização de Suzana não seria lá das mais agradáveis. Outra coisa que me incomoda profundamente é o cabelo da Marjorie. Sai personagem , entra personagem, ela continua com aquele capacetinho ruivo... cansei.

Enfim, a novela não tem atingido bons índices no Ibope, mas a exemplo de sua antecessora, ainda tem tempo para se firmar. Todo começo de novela é um pouco devagar. Talvez a grande semelhança com Senhora do Destino, do mesmo autor, Aguinaldo Silva, afaste um pouco o público. Público, este, que já está um pouco cansado do gênero e tem sido mais exigente, pedindo novidades pra ontem!

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