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domingo, 8 de junho de 2008

Mais intrigas do que amor

Record é uma emissora de foco. Tanto que, o foco em Os Mutantes é tão evidente, que Amor e Intrigas ficou meio esquecida pela emissora.

É claro que Amor e Intrigas não é o carro-chefe da emissora. Mas a produção, que começou boa, vem perdendo qualidade. A trama é bem superficial, e os recursos notoriamente limitados.

Esses dias reparei que praticamente uma semana de novela se passa em apenas um dia dramático. Seria isso economia de roupa do elenco, gente? Nunca vi uma história se arrastar tão lentamente quanto essa. Observei também um detalhezinho que foi muito engraçado: estavam servindo um pseudo-suco de laranja com cenoura e beterraba (sim, uma das personagens teve que pronunciar esse gigantesco nome que poderia muito bem ser reduzido a laranja!); acontece que o pseudo-suco de laranja com cenoura e beterraba era da cor Morango Tang! Mais vermelho impossível. E beterraba não tem o mesmo tom que Morango Tang. Ah, não tem mesmo!

Agora, nada pior do que Otaviano Costa. Eu gostava muito dele enquanto apresentador, mas como ator... é... então...

O que eu quero dizer, é que eu não tenho muito a dizer, porque eu realmente acho a trama muito vazia, perdida no espaço, coitada. Como citei no começo, a preocupação da Record com seus mutantes foi tão grande, que Amor e Intrigas foi deixada de lado sem a menor consideração. Pior pra toda equipe, que sai perdendo muito ao fazer um grande esforço em vão.

Mas no meio dessa confusão toda, não posso passar despercebido pela presença de Denise Del Vecchio. A atriz encanta onde quer que esteja, e pelo menos consegue salvar suas cenas do ostracismo em que se encontra afundada toda a novela.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A hora e a vez da Rede Record


Ontem foi a estréia de Amor e Intrigas, a nova novela da Rede Record, que pretende surrupiar uns pontinhos do Jornal Nacional. A emissora vem com tudo, e mostra que está aprendendo muito bem a fazer novelas. Numa visão geral, tudo correu como o esperado. Nada de muita novidade. Locações, figurinos, cenários, nada foge à regra; diria até que foram impecáveis. Mas a grande diferença para as grandes produções (entenda-se Globais) são dos detalhes:

A primeira cena foi linda. Um plano geral da cidade de Ouro Preto, centro histórico de Minas Gerais. E logo na continuação, minha primeira decepção – um plano aberto, de uma pessoa que eu nunca vi, saindo não sei de onde, indo pra outro lugar que eu também desconheço. Só no meio da seqüência pude identificar que se tratava Vanessa Gerbeli saindo de casa e indo ao trabalho. Primeira vez que eu, e todos, vemos essa personagem. Não estamos habituados com ela, com seu núcleo, nem seu espaço. É conveniente mostrar de quem se trata e depois fazer a continuidade artística.

Mudando de cenário, tivemos um insert gráfico que "pulava" na tela. À primeira vista, pensei que fosse interferência no meu televisor (aqui em casa venta muito), mas no próximo insert, constatei que é um caso à parte: o gráfico mais mal construído que eu já vi.

O discurso retórico insiste em reinar na emissora, a mesmo questão que eu levantei em Caminhos do Coração, a pouco tempo no ar. Cenas clichês, muito longas, ou sem sentido. Personagens falando muito tempo sozinhas, em devaneios, mostram um certo vazio na essência da ação - dando a impressão de que a trama ainda não está bem estruturada.

São esses detalhes que definem quem manda e quem obedece na estética televisiva. Não adianta reclamar do Império Global. Uma coisa é querer mandar, outra é poder mandar. E não há como negar que, nisso, a emissora carioca tem a excelência. Mas acredito que, logo logo, se a rede do Bispo Macedo continuar nesse ritmo, a liderança da TV Globo deixa estar ameaçada para não existir mais. Boa sorte, Record!

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